RELATOS DE VIAGENS América do Sul




Deixamos aqui nossos relatos de viagens como colaboração à outros viajantes e para expressar o nosso “valeu” àqueles que relataram suas experiências na rede de internet, ajudando os aventureiros a planejar e viajar pela América do sul com mais informação e segurança.

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Dicas para quem vai a San Pedro de Atacama (Chile) de carro:

- Leve pesos chilenos ou dólar. Não há câmbio para reais ou pesos argentinos em SP de Atacama.

- Ao passar pela Argentina, a diferença de preços pagando em dinheiro (efectivo) ou cartão (tarjeta) pode ser muito grande.Negocie.

- A má fama dos policiais argentinos não se aplica ao norte do país, ainda assim não é recomendável deixar todo o dinheiros na carteira.

- Pra quem vai ao Atacama, principalmente com crianças, é imprescindível levar uma farmacinha básica que deve incluir: hidratantes nasais, hidratantes para o corpo (o Atacama é o deserto mais seco do mundo), protetores solares com altos fatores, efervescentes para o estômago, analgésicos para dor de cabeça, colírios, hidratantes labiais poderosos, chapéus (R$10,00 nos artesanatos de SP de Atacama), papel higiênico. A minha lista incluiu ainda um tubo de álcool a 75° Usamos várias vezes no percurso :-\ Se for com crianças converse com um pediatra e incremente bem a lista. A nossa incluiu antibiótico, corticóide e  antialérgicos. 

- Beba água mesmo quando não estiver com sede. Quando menos esperamos nos sentimos desidratados e isso pode ocorrer durante o sono.

- Ao passar por Salta ou San Salvador de Jujuy é melhor se abastecer de folhas de coca para a subida ao altiplano. Quem não se adaptar ao amargor das folhas, ao chegar em SP de Atacama, pode trocar as folhas pelas balas de coca também vendidas nas banquinhas de artesanato. 

- Se pretende ir aos gêiseres leve agasalhos poderosos. As temperatura são muito baixas e negativas. A dica é sair as 4h da manhã porque a ação dos gêisers se dá nas primeiras horas do dia.

- Se for acampar faça reservas antecipadas no Takha Takha, o único camping bom no centrinho da aldeia,  SP de Atacama: info@takhatakha.cl - www.takhatakha.cl - Caracoles 101-A . Também funciona como hotel e hostal mas as reservas tem que ser feitas com antecedência. 

- Ainda pra quem for acampar recomendo levar macarrão instantâneo do Brasil. É caro em SP de Atacama e dificilmente se encontra.

- Quem estiver a procura de um hostal barato com banheiros limpos, procure o Mamatierra na Calle Pachamama, 615 - hostalmamatierra@sanpedrodeatacama.com -  a poucas quadras do centrinho da aldeia.

- A praça central da aldeia oferece internet wi-fi grátis, embora lenta. 

-Verifique as ferramentas que o seu carro utiliza (chave estrela, fenda, alien, boca, philips, etc) e  leve-as para apertar os parafusos das peças que eventualmente afrouxarem no rípio. A oficina mais próxima pode estar a centenas de kilômetros.

- Vale a pena investir em uma testeira para o capô do carro. O acúmulo de insetos, sedimentos e cascalho da estrada pode danificar a pintura. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

San Pedro de Atacama - Chile

02/01/2012 - 8° Dia
San Pedro de Atacama - Pukará de Quitor

Fomos visitar as ruínas do Pukará de Quitor,  uma fortaleza a 3 Km do centro da aldeia, construída pelo povo atacamenho no final do século XV para se proteger das invasões de outros  povos. Por fim vieram os espanhóis que dizimaram a população.  Na última batalha, em 1540, os espanhóis cortaram as cabeças dos líderes e espalharam pela aldeia, aqueles  que não quiseram morrer pelas mãos dos espanhóis se mataram uns aos outros e as suas famílias. Um senhor descendente do povo atacamenho e quem sabe de incas era o guardaparque que nos contou com orgulho e compaixão a história do seu povo. Uma história triste e sangrenta como em geral são as histórias da colonização européia. O parque possui duas trilhas (senderos) e um pequeno museu de objetos encontrados na fortaleza. A primeira trilha  percorre o que sobrou da fortaleza. Dá pra se ter uma excelente ideia da distribuição das casas e as ruínas dão boas "dicas" do que era originalmente o local. A segunda trilha é maior e culmina com o topo de uma colina onde há um monumento em homenagem aos atacamenhos degolados pelos espanhóis. Dali tem-se uma ótima vista de toda a aldeia de San Pedro de Atacama. Não esqueça de abastecer-se de muita água antes da subida.






03/01/2012 - 9° Dia
San Pedro de Atacama - Gêiseres del Tatio

Saímos do camping perto das quatro da matina. Havíamos nos informado que as vans de agências costumam iniciar o percurso às 4h e pretendíamos seguí-las para não errar o caminho. O percurso de 80 Km é feito em mais ou menos duas horas e meia. O termômetro do carro chegou a marcar -5°C graus e o GPS mais de 4000 metros de altitude. A estrada é sinuosa e coberta de pedrisco. Chegamos por volta das 6h30 min, com o dia ainda  amanhecendo. Impossível descrever a maravilha que é apreciar os gêiseres. Vou deixar que as fotos falem por si. Dezenas de fendas na superfície da terra espirrando vapor e água quente. Muito frio, de congelar os dedos, mesmo estando muito abrigados contra ele, devido a humidade penetrante. É na primeira hora da manhã que os gêiseres estão em plena atividade, chegando a atingir 11 metros de altura e 800°C  e aos poucos o fenômeno vai diminuindo. Por volta das 9h o espetáculo já havia diminuído quase por completo. Perto dali uma piscina de água quente formada por nascentes de água dos gêiseres, fazia a alegria de alguns turistas.  Depois que todas as vans das agências de turismo partiram de volta para a aldeia, não resistimos ao apelo da natureza e nadamos nus no poceirão fumegante ao som de Raul Seixas no rádio do carro. Ficamos sós naquela imensidão magnífica, mergulhados na água quente para aliviar o frio que a esta hora devia estar pelos nove graus positivos. No retorno para a aldeia pudemos apreciar toda a beleza de uma das estradas do deserto mais alto e mais seco do mundo. O dia estava lindo, a estrada fica em meio a uma grande planície, antes de iniciar a descida, de onde se avistam vulcões, picos nevados, vicunhas e o mais impressionante, um céu muito azul que parece estar muito próximo. Para nossa surpresa cruzamos com um viajante solitário, caminhando bem afastado da estrada, com uma enorme mochila nas costas e usando um bastão metálico como apoio. Diante de tanta beleza fica mais fácil entender a coragem e o desejo de desvendar a natureza.










Pela tarde já no camping percebemos que o tempo estava mudando, uma “tormienta” de terra e chuva se aproximava. Por conselho do zelador do camping mudamos nosso acampamento para dentro de um salão de festas. O vento era muito forte e todo o horizonte ficou com a cor da poeira levantada por ele. A tempestade de terra não deixava de ter seu fascínio. Os chilenos filmavam e fotografavam a chuva com alegria, há um ano não chovia por aqui.